sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O capitalismo e seu poder

Em meados do século XVIII, foi iniciada a Revolução Industrial na Inglaterra, que expandiu-se pelo mundo no século XIX. Esse movimento histórico teve grande influência nas mudanças tecnológicas e, consequentemente, nos processos produtivos. Teve também sua importância na definitiva decadência do feudalismo e na ascensão do capitalismo, acarretando profundas transformações na estrutura política, social, cultural e principalmente econômica em cada parte do mundo.

Desde esse período, o crescimento da produção em geral foi o marco e a evolução mundial inevitável. Estas consequências aconteceram devido aos processos de industrialização, com divisão de trabalho e produção em série, à urbanização, as quais, juntas eram responsáveis pela superprodução nas indústrias. O capitalismo, neste momento comandava, e já não podia ser manipulado pelo homem. Segundo o pensador Adam Smith, o individualismo torna-se um fator positivo para a evolução do comércio, sendo assim, a economia poderia controlar-se por si mesma, sem nenhuma intervenção do Estado. O mercado agiria livremente e a economia promoveria seu progresso automaticamente. Esse pensamento respondeu muitos questionamentos da época e sobrevive até os dias atuais. É a conhecida “lei da oferta e da procura”.

Surge uma dúvida: será mesmo que não deve existir, por parte, uma intervenção estatal? Podemos fazer uma análise na “Crise de 29”, quando ocorreu o pior período no ritmo de crescimento de atividade econômica. Altíssimas taxas de desemprego, quedas inacreditáveis da produção industrial, que dentre outras consequências, colocou em risco as atividades econômicas mundiais. A “Grande Depressão”, como também era conhecida, estendeu-se pela década de 1930, terminando apenas com o início da Segunda Guerra Mundial. Mas o fim desta crise foi dada, principalmente, pelo fato de o governo norte-americano ter adotado uma série de medidas para colocar fim neste “incômodo” mundial. Sendo assim, houve uma importante intervenção do Estado na economia, que resultou no remate definitivo da Crise de 1929.

Portanto, com seu fortalecimento perante a Revolução Industrial, o capitalismo tornou-se um tipo de “doutrina”, que trazia o tão desejado lucro. Passou por grandes momentos de valorização, mas também por alguns conflitos. Seus altos e baixos podem ser explicados pela forma de pensamento, que afirma que a economia se promove sozinha, sem influências. O capitalismo não exige um administrador. Mas no momento em que o mundo passa, cada Estado deve tomar seu posicionamento, comandar, interferir, para que esta desconfortável Crise Mundial se torne apenas um fato histórico.